segunda-feira, 2 de maio de 2011

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

28 de fevereiro de 2007

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

A criminalização da homofobia no Brasil e as igrejas cristãs

Dr. Zenóbio Fonseca

Este artigo tem como objetivo apresentar uma visão breve da nova variação penal com relação à orientação sexual e os seus reflexos junto às entidades religiosas cristãs. Essa nova variação será introduzida na ordem jurídica da nação, através da aprovação em 23/11/2006 do Projeto de Lei nº 5003/2001, pela Câmara dos Deputados.

O mencionado projeto de lei altera a Lei Federal nº 7.716/89, que trata de crimes de preconceito de raça ou de cor, e altera também o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940) e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto Lei nº5.4252/1943), introduzindo novos tipos penais referentes àdiscriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

Verifica-se que essa proposição parlamentar, em tramitação atual no Senado Federal sob a forma de PLC nº 122/2006, é motivo de grande anseio de todo movimento pró-homossexualismo no Brasil e demais países simpatizantes do tema, conforme amplamente noticiado por toda a mídia, pois torna crime o preconceito por gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero[1].

O ponto crítico da questão é uma lei nova que vem tratar de tema importante, isto é: a discriminação em razão da orientação sexual.

O que temos de tão importante nesse assunto que possa chamar a atenção dos cristãos no Brasil? Os cristãos são contra exclusão de pessoas, e o Cristianismo ensinado pelas Sagradas Escrituras nos mostra o amor e o compromisso com os valores bíblicos como meta que temos de perseguir.

Teoricamente, pode-se afirmar que o “conflito” se dará entre as normas introduzidas no PL 5003/2001 e os valores cristãos que a Bíblia defende. De modo especial, o “conflito” com as pessoas e/ou entidades religiosas cristãs, ou seja, qualquer pessoa física ou jurídica (igreja) que de alguma forma não aceite que o comportamento homossexual ou a orientação sexual seja uma prática ou padrão social aceitável em qualquer lugar público ou privado.

Para melhor compreensão do assunto que estamos tratando, citamos o que vem proposto no art. 8º-A e 8º-B do projeto de lei:

Art. 8ºA — Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Art. 8º-B - Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadãohomossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs:

Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

O Projeto de Lei, que poderá entrar em vigor a qualquer momento em 2007, poderá trazer sérios conflitos jurídicos para as entidades religiosas cristãs, seus líderes e membros no Brasil, pois os mandamentos e princípios que a Bíblia defende são contrários aos valores, ensinamentos e doutrinação referentes àorientação sexual, que é apenas um dos muitos termos para designar e proteger o homossexualismo.

Algumas pessoas sustentam que, ao ser aprovado, esse projeto de lei de forma alguma atingirá por meio direto ou reflexivo as igrejas evangélicas (ou, na expressão jurídica, entidades religiosas), sob alegação de que a Constituição Federal garante a liberdade de crença, credo e culto[2]. Entretanto, a Constituição fala em proteção na forma da lei.

Eis aqui a maior dúvida: a Constituição fala em proteção aos templos religiosos na forma da lei. No entanto, por outro lado, o Projeto de Lei nº 5003/2001 traz em sua essência que aorientação sexual é um princípio universal e humano, amparado pela mesma Constituição. Ou seja, trata-se do princípio da dignidade da pessoa humana[3].

Tanto é assim que, ao tratarem do assunto, alguns tribunais brasileiros já fundamentam as suas decisões sob essa nova ótica, isto é, tratando a questão como princípio da dignidade humana e igualdade.

Não se pode esquecer que existem projetos de emenda à Constituição tramitando em diversos Estados e na própria Câmara dos Deputados, introduzindo o termo orientação sexualcomo princípio expresso no capítulo dos princípios fundamentais.[4]

A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziramresolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU). A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos[5].

Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução[6], agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana, tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.

Nesse sentido é que vemos com grande preocupação a aprovação desse projeto de lei, sem qualquer tipo de exceção aos dogmas, liturgias e valores cristãos, que são contrários à orientação sexual e homossexualismo.

Para entendermos a questão e suas conseqüências legais e religiosas, usamos um simples exemplo argumentativo: um cidadão comum que tem seu filho matriculado em uma escola ou creche pública, onde lhe é ensinado sobre a livre escolha sexual, orientação sexual[7], casamento e adoção para pessoas de mesmo sexo. Além disso, a criança é exposta à tendência atual de se divulgar que o comportamento homossexual é algo que nasce com o ser humano. Nesse ponto, o pai ou mãe cristão, ao saber que tais valores são ensinados obrigatoriamente na grade escolar de seu filho, se posiciona contra esses ensinamentos, por causa dos valores da Bíblia. A direção do colégio, o professor ou o Conselho Tutelar poderá denunciar os pais por discriminação de orientação sexual, com pena de até 5 anos de prisão.

Aqui temos o ponto principal de abrangência e reflexos da lei, pois quem é a igreja e o corpo de Cristo? São os membros, as pessoas que professam a fé em Cristo Jesus.

Em verdade, se a igreja (templo físico) não for atingida de forma direta em sua liturgia de culto, os seus membros serão, ao defenderem os valores cristãos como forma e prática de vida nos conflitos diários, em contraponto ao homossexualismo, amplamente propagado.

Essa é a pior das ameaças desse projeto de lei, porque atingirá qualquer pessoa cristã que expressar opinião contrária à livre expressão da orientação sexual e os seus valores, que têm sido institucionalizado como programas de Governo,[8] nas políticas dirigidas ao população GLBT[9], no programa federal Brasil Sem Homofobia[10], através do Ministério da Cultura, Educação, Saúde e Secretária Nacional de Direitos Humanos.

Tais fatos aqui mencionados não são novidades em alguns países que já possuem semelhantes leis em vigor, onde os cristãos e as igrejas começam a sofrer o grave impacto de sua liberdade de expressão e fé , quando em confronto com o homossexualismo.

Na Inglaterra, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento de pessoas de mesmo sexo e a adoção de menores por “casais” homossexuais.[11]

No Estado americano de Nova Jérsei, os prefeitos e juízes foram alertados sobre a possibilidade de serem processados se se recusarem a aplicar leis anti-discriminação pró-homossexualismo, sob pena de multa de 10 mil dólares[12].

Na Pensilvânia, duas avós, uma de 75 anos e outra de 70 anos, juntamente com 9 evangélicos foram presos por falarem de Jesus em uma calçada pública. A lei contra ódio e discriminação foi à base das prisões. Os pastores locais estão buscando a contratação de seguro para se protegerem dos processos da lei[13].

Vê-se que nos países em que já existe , leis anti-discriminação, posteriormente a sua regulamentação tornou-se mais rígida e ampla.

Importante apresentar esse breve panorama mundial para trazer à reflexão dos cristãos o que poderá acontecer no Brasil, se houver a aprovação do projeto de Lei nº 5003/2001.

Não se pode deixar de mencionar que o sistema jurídico brasileiro possui diversos instrumentos processuais e constitucionais protetores dos direitos humanos, seja através dohabeas corpus, do mandado de segurança individual ou coletivo, e da ação civil pública, bem como as ações individuais de reparação por danos morais a pessoas que se sentirem atingidas em seus direitos individuais.

Dessa forma, não seria razoável a aprovação deste projeto de lei como garantia e efetividade dos direitos das minorias sexuais, em razão dos instrumentos jurídicos já existente no Brasil.

Rio de Janeiro, em 24/02/2007.

Autor: Zenóbio Fonseca, M.Sc., Consultor Jurídico e professor Universitário.

Email: zenobiofonseca@gmail.com

Notas:

[1] Art. 2º do PL nº 5003/2001: “Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.” (NR)

[2] Art. 5º, inciso VI da CRFB – “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da Lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.”

[3] Art. 1º, inciso III da CRFB. “dignidade da pessoa humana.”

[4] O site da Associação Nacional do pró-vida e pró-família apresenta relação de diversas tramitações neste sentido : http://www.providafamilia.org/novosite/index.htm

[5] Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/02/274038.shtml. Acessado em 04/02/2007.

[6] Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20657. Acessado em 04/02/2007.

[7] Referências bibliográficas de monografias sobre o tema da orientação sexual do INEP. Site:http://www.inep.gov.br/PESQUISA/BBE-ONLINE/lista.asp?navegacao=proxima&Doc=M&cod=37341&Assunto=EDUCA%C3%83%C6%92%C3%86%E2%80%99%C3%83%C2%A2%C3%A2%E2%80%9A%C2%AC%C3%82%C2%A1%C3%83%C6%92%C3%86%E2%80%99%C3%83%E2%80%A0%C3%A2%E2%82%AC%E2%84%A2O+SEXUAL&P=1&nl=20. Acessado em 04/02/2007.

[8] Fonte: http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=45269 . Acessado em 04/02/2007.

[9] Fonte: http://www.planalto.gov.br/seppir/clipping/set2006/MixBrasil_1809.pdf . Acessado em 04/02/2007.

[10] Fonte: http://www.mj.gov.br/sedh/documentos/004_1_3.pdf. Acessado em 04/02/2007.

[11] Fonte:http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19122.htm ehttp://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19094.htm. Acessado em 04/02/2007.

[12] Fonte:http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19031.htm. Acessado em 04/02/2007.

[13] Fonte: WND. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br.

Alerta de Julio Severo

Alerta de Julio Severo

11 de março de 2007

Alerta de Julio Severo

Alerta de Julio Severo

Prezados amigos

Meu nome é Julio Severo. Sou autor do livro O Movimento Homossexual (publicado pela Editora Betânia:http://juliosevero.blogspot.com/2005/12/conscientizao-crist.html) e numerosíssimos artigos e também editor de um blog muito conhecido na Internet que pode ser acessado no seguinte endereço:

www.juliosevero.com.br

Ou

www.juliosevero.com

Venho alertar o povo brasileiro e meus irmãos de fé a respeito de um projeto que está tramitando no Congresso Nacional na mais impressionante surdina e que irá ter conseqüências gravíssimas não somente na vida de todo o nosso povo — em especial para todos os pais, quaisquer que sejam suas convicções, que zelam pela educação de seus filhos com base em princípios sadios — mas também para todas as igrejas cristãs de qualquer denominação, incluindo a Igreja Católica.

O SENADO FEDERAL ESTARÁ APROVANDO O PARECER A LEI DE CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA CONTRA AS CONVICÇÕES CRISTÃS AINDA NESTA SEMANA.

VAMOS GRITAR CONTRA ESTE ATO, ENVIAR EMAILS PARA O SENADO, TELEFONAR E ENVIAR FAXES PARA OS SENADORES.

OS TELEFONES, FAXES E EMAILS DOS SENADORES ESTÃO NO FINAL DA MENSAGEM.

DIVULGUEM!

ACORDEM ANTES QUE SEJA TARDE!

Em 23/11/2006 foi aprovado no Plenário da Câmara Federal o Projeto de Lei nº 5003/2001. A convocação para a votação foi feita, como costuma acontecer com estes projetos potencialmente polêmicos, com pouquíssima antecedência de modo que a maioria dos parlamentares que votariam contra o projeto não tomaram conhecimento da votação marcada.

A PROPOSTA PRETENDE PUNIR COMO CRIME QUALQUER TIPO DE REPROVAÇÃO AO HOMOSSEXUALISMO.

O projeto agora está para ser aprovado pelo Senado talvez ainda nesta semana sob o número PLC 122/2006. Mais especificamente, o projeto está para ser votado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A relatora, Senadora Fátima Cleide (PT/RO), deu parecer FAVORÁVEL à proposta em7/3/2007. O projeto está pronto para a pauta e poderá ser votado (e aprovado) a qualquer momento.

O Dr. Zenóbio Fonseca assim comentou esse protejto:

O mencionado projeto de lei altera a Lei Federal nº7.716/89, que trata de crimes de preconceito de raça ou de cor, e altera também o Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940) e a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT (Decreto Lei nº 5.4252/1943), introduzindo novos tipos penais referentes à discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.

O que temos de tão importante nesse assunto que possa chamar a atenção dos cristãos no Brasil? Os cristãos são contra exclusão de pessoas, e o Cristianismo ensinado pelas Sagradas Escrituras nos mostra o amor e o compromisso com os valores bíblicos como meta que temos de perseguir. No entanto, o projeto pretende incriminar qualquer pessoa física ou jurídica (igreja) que de alguma forma não aceite que o comportamento homossexual ou a orientação sexual seja uma prática ou padrão social aceitável em qualquer lugar público ou privado.

Para melhor compreensão do assunto que estamos tratando, citamos o que vem proposto no art. 7 do projeto de lei:

Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e8º-B:

“Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos”.

“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2(dois) a 5 (cinco) anos”.

Para entendermos a questão e suas conseqüências legais e religiosas, usamos um simples exemplo argumentativo: um cidadão comum que tem seu filho matriculado em uma escola ou creche pública, onde lhe é ensinado sobre a livre escolha sexual, orientação sexual, casamento e adoção para pessoas de mesmo sexo. Além disso, a criança é exposta à tendência atual de se divulgar que o comportamento homossexual é algo que nasce com o ser humano. Nesse ponto, o pai ou mãe ristão, ao saber que tais valores são ensinados obrigatoriamente na grade escolar de seu filho, se posiciona contra esses ensinamentos, por causa dos valores da Bíblia. A direção do colégio, o professor ou o Conselho Tutelar poderá denunciar os pais por discriminação de orientação sexual, com pena de até 5 anos de prisão.

Aprovada a nova lei, o homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta, será tratado como criminoso. Os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos. Vejamos alguns exemplos:

— A PROPOSTA PRETENDE PUNIR COM 2 A 5 ANOS DE RECLUSÃO AQUELE QUE OUSAR PROIBIR OU IMPEDIR A PRÁTICA PÚBLICA DE UM ATO OBSCENO (“MANIFESTAÇÃO DE AFETIVIDADE”) POR HOMOSSEXUAIS (ART. 7°).

— NA MESMA PENA INCORRERÁ A DONA-DE-CASA QUE DISPENSAR A BABÁ QUE CUIDA DE SUAS CRIANÇAS APÓS DESCOBRIR QUE ELA É LÉSBICA (ART. 4°).

— A CONDUTA DE UM PASTOR OU PADRE QUE, EM UM CULTO OU MISSA, CONDENAR O HOMOSSEXUALISMO PODERÁ SER ENQUADRADA NO ARTIGO 7° DO PROJETO ONDE SE DIZ:

“Art. 7º. A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida do seguinte: “...restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei (discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero). Pena: reclusão de 2(dois) a 5 (cinco) anos”.

— A PUNIÇÃO PARA O REITOR DE UM SEMINÁRIO QUE NÃO ADMITIR O INGRESSO DE UM ALUNO HOMOSSEXUAL ESTÁ PREVISTA PARA 3A 5 ANOS DE RECLUSÃO, ENQUADRANDO NO ARTIGO 5º DO PROJETO:

“Art. 5º. O art. 6º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena - reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos’”.

Se convertido em lei (como tanto deseja o presidente da República), estará instaurada no Brasil uma perseguição religiosa sem precedentes causada pela tirania do movimento homossexual. Lamentavelmente, os brasileiros, inclusive as autoridades, não despertaram para a gravidade da situação.

A postura pró-homossexualismo do governo do Brasil não é novidade, pois em 2003 diplomatas brasileiros introduziram resolução idêntica na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidades (ONU). A resolução foi derrotada pela oposição dos países islâmicos.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/02/274038.shtml

Além disso, o Brasil é autor de uma nova resolução, agora na Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde introduz a orientação sexual e os seus desdobramentos como princípio universal da dignidade da pessoa humana tornando todos os países membros obrigados a aceitar tal valor, por causa dessa resolução, que ao ser aprovada terá força de lei interna nos países signatários.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20657

A pior das ameaças desse projeto de lei é que ele atingirá qualquer pessoa cristã que expressar opinião contrária à livre expressão da orientação sexual e os seus valores, que têm sido institucionalizado como programas de Governo [http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=45269], políticas dirigidas à população GLBT [http://www.planalto.gov.br/seppir/clipping/set2006/MixBrasil_1809.pdf] e no programa federal Brasil Sem Homofobia, através do Ministério da Cultura, Educação, Saúde e Secretária Nacional de Direitos Humanos [http://www.mj.gov.br/sedh/documentos/004_1_3.pdf].

Tais fatos aqui mencionados não são novidades em alguns países que já possuem semelhantes leis em vigor, onde os cristãos e as igrejas começam a sofrer o grave impacto de sua liberdade de expressão e fé, quando em confronto com o homossexualismo.

Na Inglaterra, o primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou categoricamente que as igrejas terão de aceitar as leis contra discriminação por orientação sexual, o casamento de pessoas de mesmo sexo e a adoção de menores por “casais” homossexuais. [http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19122.htm;http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19094.htm]

No Estado americano de Nova Jérsei, os prefeitos e juízes foram alertados sobre a possibilidade de serem processados se se recusarem a aplicar leis anti-discriminação pró-homossexualismo, sob pena de multa de 10 mil dólares.

http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19031.htm

Na Pensilvânia, duas avós, uma de 75 anos e outra de 70 anos, juntamente com 9 evangélicos foram presos por falarem de Jesus em uma calçada pública. A lei contra ódio e discriminação foi à base das prisões. Os pastores locais estão buscando a contratação de seguro para se protegerem dos processos da lei.

http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=54125

Vê-se que nos países em que já existem leis anti-discriminação, posteriormente a sua regulamentação tornou-se mais rígida e ampla. É importante apresentar esse breve panorama mundial para trazer à reflexão dos cristãos o que poderá acontecer no Brasil, se houver a aprovação do projeto de Lei nº 5003/2001.

A REDAÇÃO FINAL DO PROJETO DE LEI Nº 5.003-B/2001, TAL COMO FOI APROVADO NA CÂMARA PODE SER ENCONTRADA NO ENDEREÇO:

http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=429491

A TRAMITAÇÃO DO PROJETO, DESDE QUE ELE PASSOU DA CÂMARA PARA O SENADO, PODE SER ACOMPANHADA NO SEGUINTE ENDEREÇO:

http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=79604

Júlio Severo

Nota: Parte da mensagem acima se baseou no excelente artigo A Criminalização da Homofobia no Brasil e as Igrejas Cristãs, escrito pelo Dr. Zenóbio Fonseca. O artigo encontra-se no meu blog, com a devida permissão do autor. Quem quiser lê-lo, basta clicar aqui:

http://juliosevero.blogspot.com/2007/02/criminalizao-da-homofobia-no-brasil-e.html

E-MAILS DOS SENADORES BRASILEIROS

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TELEFONES DOS SENADORES TITULARES DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA


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Antes de ser votada no Plenário do Senado, o projeto será votado provavelmente ainda esta semana na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado

ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB - AM)

Tel.: (61) 3311-1413/1301 Fax: (61) 3311-1659

CÍCERO LUCENA (PSDB - PB)

Tel.: (61) 3311.5800 5808 Fax: 61) 3311.5809

CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF)

Tel.: (61) 3311-2281 Fax: (61) 3311-2874

DEMOSTENES TORRES (PFL - GO)

Tel.: (61) 3311-2091 a 2099 Fax: (61) 3311-2964

FÁTIMA CLEIDE (PT - RO)

Tel.: (61) 3311-2391 a 2397 Fax: (61) 3311-1882

FLÁVIO ARNS (PT - PR)

Tel.: (61) 3311-2402 a 2405 Fax: (61) 3311-1935

GERALDO MESQUITA JÚNIOR (PMDB - AC)

Tel.: (61) 3311-1078/1278/1279 Fax: (61) 3311-3029

GILVAM BORGES (PMDB - AP)

Tel.: (61) 3311-1717 1719 1720 Fax: (61) 3311-1723

INÁCIO ARRUDA (PC DO B - CE)

Tel.: (61)3311-5791 / (61)3311-5793 Fax: (61)3311-5798

JONAS PINHEIRO (PFL - MT)

Tel.: (61) 3311-2271/2272 Fax: (61) 3311-1647

JOSÉ NERY (PSOL - PA)

Tel.: (61) 3311-2104 Fax: (61) 3311-1635

LEOMAR QUINTANILHA (PMDB - TO)

Tel.: (61) 3311-2073 a 2078 Fax: (61) 3311-1773

PAPALÉO PAES (PSDB - AP)

Tel.: (61) 3311-3253/3258/3262/3277 Fax: (61) 3311-3293

PATRÍCIA SABOYA GOMES (PSB - CE)

Tel.: (61) 3311-2301/2302 Fax: (61) 3311-2865

PAULO DUQUE (PMDB - RJ) Tel.: 61-3311.2431 a 2437 Fax:61-3311.2736

PAULO PAIM (PT - RS)

Tel.: (61) 3311-5227/5232 Fax: (61) 3311-5235

ROMEU TUMA (PFL - SP)

Tel.: (61) 3311-2051/2057 Fax: (61) 3311-2743

WELLINGTON SALGADO DE OLIVEIRA (PMDB - MG)

Tel.: (61) 3311-2244/2245 Fax: (61) 3311-1830

segunda-feira, 25 de abril de 2011

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Empresários funcionários públicos


18 de Abril de 2011 - por Renato Lima

Tags: Funcionalismo Público empreendedorismo



Uma das melhores sínteses de história econômica está sendo empreendida por Deirdre McCloskey, professora da Universidade de Illinois em Chicago. No seu projeto histórico, que deve ter de quatro a seis livros, dos quais dois já foram lançados (“Bourgeois Virtues: Ethics for an Age of Commerce” e “Bourgeois Dignity: Why Economics Can't Explain the Modern World”), o desenvolvimento econômico é explicado a partir do empreendedor, numa longa perspectiva histórica.



Em sua obra mais recente, McCloskey busca entender como o mundo deu um salto de riqueza e longevidade a partir do século XIX. Até então, a renda per capita média se mantinha próxima da subsistência, algo como três dólares por dia. Quando uma região prosperava mais rapidamente, o aumento populacional puxava a renda per capita para baixo, na chamada armadilha malthusiana. Mas, a partir do século XIX, foi possível que houvesse crescimento de população e renda ao mesmo tempo. Hoje, os bolsões de miséria chamam tanta atenção justamente porque são exceções – e nossos impulsos morais clamam por eliminar tal condição. Mas miséria era o padrão de vida durante a imensa maioria do percurso humano. Subitamente (em termos históricos), passou-se a entender que todo ser humano deve ter acesso a meios dignos de vida, sendo a alimentação o mais básico. Como explicar uma mudança tão drástica, de algo que era padrão por milênios para ser exceção, a partir do século XIX?



Na visão de McCloskey, a chave não está na economia convencional – por sinal, a economia que ela aprendeu e ensinou durante anos. E ela aborda as diversas teorias sobre o crescimento e explica por que, em sua visão, elas são, no mínimo, incompletas. Usualmente se explicaria pela poupança, a parte da renda que poderia ter sido consumida, mas foi guardado para investir e gerar um maior retorno. Segundo McCloskey, essa mesma história tem as suas variantes “de direita” e de “esquerda”. A primeira saúda os frugais indivíduos que pouparam e investiram, pensaram no amanhã e construíram um mundo melhor. A versão da esquerda afirma que a poupança foi produto da exploração de mais-valia ou de recursos naturais de países pobres. As duas linhas de argumentação veem como mecanismo a poupança levando a investimento e posterior acumulação de capital.



Mas exploração do trabalho alheio e investimento não surgiram no século XIX – nem o comércio externo, outra comum explicação para o crescimento econômico. A grande muralha chinesa é um exemplo colossal de investimento forçado, bem como as pirâmides. Excetuando o fato de que as pirâmides são uma grande atração turística, elas não foram construídas com esse propósito – e, se o foram, a taxa de desconto até que elas gerassem receita com visitantes a inviabilizariam como investimento... “Roubar trabalho de pobres sempre ocorreu. Era assim que pessoas ficavam ricas antigamente. Se isso levasse a uma revolução industrial já a teríamos tido muitos anos atrás”, disse McCloskey em uma recente palestra da qual participei.



E o que pode explicar então? Na visão dela, um conjunto de mudanças sociológicas e políticas que proporcionaram aos empreendedores a liberdade de inovar e a respeitabilidade social. A liberdade é pré-condição para que inovações sejam adotadas e produzam resultados. Melhor ainda quando essa liberdade é acompanhada de admiração pública. Existe mais dinamismo em locais onde a inovação é estimulada e admirada. Os velhos produtos e soluções são mais facilmente substituídos por novas ideias. Nesse tipo de sociedade, empreender e não dar certo é encarado como um aprendizado, não como um fracasso. É preciso aceitar perdas para, no todo, ter maiores ganhos. É a destruição criativa, como falava Schumpeter. Ou a informação dispersa que planejador algum poderia reunir, lembraria Hayek. Ou ainda o estado de alerta para perceber oportunidades, como enfatiza Israel Kizner.



Mas empreendedorismo é mais que boa gestão ou boas ideias. É também persuasão, destaca McCloskey, que, entre outras coisas, ensina retórica. Empreendedores precisam persuadir as pessoas ao seu redor para acreditarem nas suas ideias (quando captam recursos) e comprarem os seus produtos. A liberdade de imprensa – e de opinião de modo geral – contribuiu para um governo limitado, mais eficiente e responsivo às demandas da população (accountability).



O sucesso econômico, em sua visão de longo prazo, dependeu de um ambiente político que proporcionasse liberdade para empreender, um ambiente cultural que olhasse para a inovação e o empreendedor como fatores a serem apreciados, e a liberdade de opinião como imprescindível para a correção de rumos. É possível crescer sem esses valores, por certo tempo, como em países que se aproveitam de rendas de recursos naturais em momentos de alta nas commodities. Mas, sem o devido ambiente institucional, a tendência é recuar.



Supondo que McCloskey esteja correta – e a sua obra é bastante convincente e está apoiada em ombros de gigantes –, existe uma agenda de crescimento pouco debatida no Brasil. O empreendedorismo de jovens morre dentro de casa por causa de pais que logo recomendam que estudem para concursos públicos. Futuros empreendedores que contribuiriam com o crescimento do país viram burocratas, que contam os dias para a aposentadoria – quando não ficam pulando de concurso em concurso, atraídos por bons salários e estabilidade. E estabilidade não rima com dinamismo ou inovação. Com a estrutura atual de incentivos, empreender no Brasil é enfrentar enormes riscos e ainda suportar um clima de desconfiança, uma aura de sonegador, explorador do trabalho alheio etc.



Não contente em mandar em dezenas de estatais, o governo ainda avança sobre o setor privado, como no caso da Vale, que viu o seu gestor pressionado a sair porque... bem, porque foi exemplarmente eficiente e se recusou a tomar decisões como construir pirâmides a pedido do poder político. Não surpreende o governo (qualquer que seja) querer que as empresas tenham gestores politicamente alinhados, mas é um péssimo sinal ver que tal movimento ocorre com enorme silêncio da classe empresarial, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), eloquente na hora de pedir protecionismo. São empresários que também estão virando funcionários públicos, preferindo a estabilidade (mantida através das boas relações com o governo) a uma administração independente e dinâmica. Não é um bom sinal para o país quando empreendedores perdem a dignidade (e a admiração pública) e também a liberdade de conduzirem seus negócios.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dextra: Um chamado à verdadeira Direita -- por Paul Gottfr...

Dextra: Um chamado à verdadeira Direita -- por Paul Gottfr...: "Paul Gottfried : Taki's Magazine , 10 de novembro de 2009 Original: A Call to the Alternative Right Tradução: DEXTRA Um chamado à Alternati..."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O AI-5 GAY JÁ COMEÇA A SATANIZAR PESSOAS; SE APROVADO, VAI PROVOCAR O CONTRÁRIO DO QUE PRETENDE: ACABARÁ ISOLANDO OS GAYS


O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:

“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.

Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.

Homofóbico?

Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.

“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.

Aberração e militância

Ter tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.

Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.

Disparates

A Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.

Leiam um trecho do PL 122:

Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:

“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”

Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”

Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.

“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena - reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. ”

Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?

Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:

“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:

§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.

A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.

O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.

Linchamento moral

O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.

Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.

Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?

Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil. Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mulher perde mais da metade do peso só com dieta saudável e exercícios. Ela é contra cirurgia

qua , 17/11/2010 ruth de aquinoMulheres Tags: dieta, gordura, superação



Uma professora inglesa, de 25 anos, Harriet Jenkins, mostra com orgulho como a determinação a transformou numa outra mulher. Depois de 18 meses de total mudança de hábitos, alimentando-se de maneira saudável e fazendo exercícios, ela conseguiu perder metade de seu peso e hoje veste 10 números abaixo de seu figurino anterior. Ela chegou a pesar, no auge da obesidade, 168 kg. Em vez de biscoitos e doces, ela deu preferência a frutas, legumes e vegetais. A incrível história de Harriet foi publicada no site do jornal Daily Mail. O que torna a mudança mais surpreendente é que esse resultado não foi alcançado com a ajuda de uma cirurgia.



Leia o depoimento que ela deu à reportagem do Mail online:



“Minha vida é completamente diferente agora. Conquistei coisas que jamais imaginaria possíveis, como meu sonho de me tornar professora. Não é só porque eu pareço outra pessoa e peso menos, mas também porque me sinto mais confiante e, finalmente, estou contente co0migo mesma. Estou tão orgulhosa de ter reassumido o controle sobre minha vida…Não acredito que me sentiria da mesma forma se tivesse me submetido a uma cirurgia para redução de estômago. Gostaria que todos soubessem que a cirurgia não é a única saída para quem precisa perder enorme quantidade de peso. Há 18 meses, eu pesava mais de 168 kg, estava desempregada, as pessoas me diziam coisas horríveis na rua. E minha família receava que eu acabasse morrendo prematuramente, jovem demais. Agora, acho que nada mais é impossível; e quero compartilhar esse sentimento com o maior número possível de pessoas”.



Os problemas de peso de Harriet sempre existiram. Desde criança ela lutava com a balança. Mas realmente começou a engordar muito depois que seu pai adoeceu de repente do fígado, em julho de 2002. Harriet ficava no hospital comendo chocolate. Continuava a comer em casa. Em vez de enfrentar a tristeza, acabou perdendo o controle sobre a comida. Piorou depois da morte do pai em 2003. É o que os ingleses chamam de “confort eating”, quando você come demais para ter um sentimento de prazer, no lugar de um estresse ou um trauma psicológico. É uma forma de compensar. Ou de não pensar.



Harriet começou a estudar Francês numa universidade, mas ficava no seu quarto comendo sanduíche ou fast-food junto com uma garrafa de vinho. Formou-se, tentou um emprego, mas o tédio e a depressão a faziam submergir mais fundo na comida de maneira compulsiva. Foi então que amigos a levaram para um grupo chamado Slimming World, que ajuda obesos a se conscientizar de seu problema e, portanto, esforçar-se para emagrecer. O principal para ela é que, nesse grupo, ninguém a julgou nem a criticou nem a olhou com pena. Foi um alívio estar ao lado de pessoas que somente queriam ajudá-la.



Começou por uma revolução na alimentação. Trocou suas refeições gordurosas, fritas ou açucaradas, compradas prontas, por uma comida saudável e caseira, carne, peixe, frutas e legumes. Em um mês, suas roupas já estavam largas demais. Já vestia dois números abaixo. Pela primeira vez ela percebeu que controlava o que comia e não abusava mais nem de chocolates, vodkas ou coca-cola diet.


Foi então que comecou a se exercitar, caminhar, e se matriculou numa academia de ginástica. Hoje, ela corre regularmente. Ela perdeu 95 quilos no total.



Confira as fotos ao lado, feitas hoje em Londres para o Mail Online. Harriet posou junto a sua imagem antiga, feita em papel de pôster, colada sobre cartolina. E junto a suas calças antigas. Um passado que ela não esqueceu.



“O mais importante, ao perder peso, foi provavelmente descobrir quem eu sou – e poder perceber que gosto de mim de verdade”, disse Harriet, que hoje pesa 73 kg para uma altura de 1,72 m. “Eu costumava evitar multidões porque me sentia incomodando as pessoas. No meu grupo de dieta, percebi pela primeira vez que, mesmo imensamente gorda, eu tinha um valor como ser humano”.



A confiança de Harriet aumentou. Confiança nela própria e no mundo. Fez amizades. Mas, disse ela, sua maior conquista foi conseguir ficar de pé, diante de uma sala de aula cheia de alunos. Enfim, uma professora.



Quando leio histórias assim, de superação, com final feliz, como a de Harriet no Mail online, penso em como tantos milhões de seres no mundo são hostilizados por seu peso. A sociedade olha não só com desprezo mas com um certo ódio para pessoas muito acima do peso. Como se elas não tivessem direito de existir. Casos como o de Harriet provam que não é necessário partir para uma cirurgia invasiva e agressiva para ter um peso normal e saudável. Já escutei muitas histórias de gordos que comem ainda mais e se tornam mais obesos para poder se candidatar a uma cirurgia de redução de estômago. A obesidade mórbida é uma doença – física e psicológica. Como ajudar essas pessoas é um desafio, para a família e amigos. O maior desafio é dos próprios gordos: como eles podem ajudar a si mesmos.



O que você acha da história de Harriet? Conhece outras pessoas que poderiam mudar sua vida inspiradas nela? Ou apenas pouquíssimas pessoas obesas têm essa força de vontade?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O BRASIL COM SERRA: MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS

O BRASIL COM SERRA: MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS: "Votamos em Serra! Ele tem história. Serra está na origem de obras fundamentais nas áreas da Cultura, da Educação, da Saúde, da Infraest..."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

ÉTICA NÃO É IDEOLOGIA

Na verdade, uma se opõe à outra:

  • uma serve ao DEBATE e dele se serve. A outra, ao COMBATE, de preferência cego;

  • uma serve para dizer o que DEVE/PRECISA ser dito, do ponto de vista da MELHOR TOTALIDADE, o que implica pensamento, discussão, discernimento... A outra (laica ou temporal), para conquistar e manter aliados. Infelizmente, nem sempre vivos;

  • uma pensa em DESCOBRIR/REVELAR, outra, ENCOBRIR/JUSTIFICAR.

Já pensou se um socialista de verdade qualquer, após várias gerações de alimento, saúde e escola hipoteticamente boas e garantidas, se perguntasse: - para quê, se não se pode nem pensar (divergir)? - e agora? Sirvo pra quê, se não posso ter projeto de pessoa? - O que faço com essa educação e essa comida toda? - O que é mais importante o sistema ou a pessoa (a árvore ou a floresta)?

Seria inevitável a sensação de coisa, meio, utilidade. E não fim. Esse socialista poderia ser a blogueira cubana Yoani Sánchez (http://www.desdecuba.com/generaciony/), há não muito espancada em Havana junto com o marido. Por que, quando puderam, os povos alimentados e educados no “socialismo” escaparam a seus regimes? Seria impossível que Cuba e Coréia do Norte se esvaziassem, se permitissem viagem? Em 1981, por exemplo, uma multidão de cubanos invadiu a embaixada do Peru, querendo saída para qualquer parte. E sempre se pega gente em alto mar ou já na beira do capitalismo, arriscando tudo em boias que encheram com o próprio ar.

Sabe-se que, em tudo dedicado a transformar cidadão em beato; ideologia em religião e membros do partido em divindades, o ESTADO SOCIALSITA foi um PODER POLICIAL ABSOLUTO, do qual só se saiu morto, inválido ou fugido.

Nele viveu um POVO-CRIADO: não lhe cabendo a crítica, não lhe coube ser humano (diversidade, inteligência, projetos, personalidade...). E nisso, infelizmente o capitalismo, com o seu potencial de lucro, técnica, disputa consentida, contratos e imaginação, foi-lhe muito superior (onde ele não presta não é ele. É a sociedade...). Se barbárie sempre houve, e imperialismo é a lei da História, não resta dúvida: cada povo que cuide si; cada sociedade que estabeleça as suas regras; cada indivíduo que force a sua história.

Daí, a necessidade de OPOSIÇÃO. Cabe, aliás, a pergunta: para onde vão os que discordam de regimes autoritários (autoritário é quem não pode pôr em exame os seus próprios credos)? Convenhamos que, sendo o estado “socialista” um bloco monolítico que - ao mesmo tempo - legislou, executou e julgou (de acordo com códigos não escritos ou apenas editados); e, ainda, o empregador, o comprador, o vendedor e o editor exclusivos, foi, também, um espaço onde não se pôde falar em autonomia, reflexão, escolha: ÉTICA. Nem em DEMOCRACIA (expansão da sociedade para dentro de si mesma; permissão institucional para o DISSENSO...); ou CIDADANIA (poder de uma vontade se opor a outra, inclusive o Estado, desde que baseada em regra sancionada pelo próprio Estado). Tudo isso leva a crer que, sendo a única forma de socializar o ESTADO (para usar os termos da Profª Marilena Chauí), é a DEMOCRACIA a única forma de socialismo possível. E a EDUCAÇÃO, o seu principal meio. Veja-se que DEMOCRACIA não interessa a nenhum poder, mínimo que seja. Veja-se que não cabe ao poder a expansão da democracia. Mas ao não-poder. Não é esquisito que não se tenha conhecido escritores/pensadores o humoristas dentro do “socialismo”? E que, quando surgiram, eram contra e lhes foi feita a guerra devida! Não é engraçado que foram justamente os “socialistas” quem mais dizimou socialista? O que se pode falar com segurança, quando se refere a esse tipo de regime, é em uma IDEOLOGIA (propaganda ou a pílula dourada ou a mentirinha nobre, como dizia o importante Norberto Bobbio) que confisca. Confisca o quê? Tudo. A SOCIEDADE. Sociedade não: "POVO", a massa desorganizada e abstrata que a esquerda, como a direita, sempre quis para si. Daí as FOGUEIRAS INQUISITORIAIS que, como as da Igreja Católica, torraram RAZÃO. Não é de se estranhar que, mais de 2500 anos após os gregos e as inúmeras bibliotecas escritas por ex-comunistas e simpatizantes, ainda exista inteligência disposta a elogiar e até pretender estruturas sociais jogadas ao lixo por quem as experienciou? Seriam loucos esses povos?

Seria bobo crer nisso. Há uma incompatibilidade genuína entre esse modelo de sociedade e o ser humano: Comida, dormida e saúde não bastam a esse bicho. E quanto mais alimentado, saudável e escolarizado (e isso esteve longe de ser uma regra no socialismo), mais ele imagina (procura a sua FELICIDADE). Vêm, então, as demandas “naturais” (desejos) que o regime

não consegue acomodar. E por mais eficiente que fosse qualquer “socialismo” - o que jamais foi o seu forte - o choque sempre lhe foi iminente ou imanente. Trata-se do único regime que, se der certo, cai. Daí o dogma (ideologia) e a repressão. Não por outra razão, o PC chinês, conhecedor do submundo soviético e do seu próprio (o que incluiu os seus quintais asiáticos), preferiu, ele mesmo, cair fora. Note-se: no leste europeu, foi a sociedade que se livrou do regime. Na China, foi o próprio partido. Não é curioso?

Isso prova que nenhum estado se aprimora por si mesmo e que não há sistemas ideais ou necessariamente bons. O que pode haver são SOCIEDADES BOAS, isto é, que olhem para si mesmas, critiquem-se, procurem realizar os seus potenciais e tenham como primeiro objetivo a incorporação dos seus membros. Não é o caso da nossa e não devemos isso a imperialismo nenhum. Somos o que somos graças a nós mesmos: à nossa incapacidade cívica e imoralidade histórica (para voltar aos termos do excelente NADA É TUDO, de Eduardo Giannetti)
 
 
Texto Original: